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Projeto de pesquisa inédito da Urcamp amplia conhecimentos sobre colesterol e longevidade, através do uso de erva-mate.

A pesquisa engloba vários ensaios (testes), dentro da Urcamp o projeto tem o título: “Efeitos compostos biologicamente ativos em sobrepeso corporal, longevidade e atividade enzimática de Drosophila melanogaster expostas a diferentes padrões de dietas". Neste estudo a proposta é avaliar os efeitos de chás e outros produtos consumidos pela população em marcadores que podem influenciar positiva ou negativamente a saúde humana, o que segundo a pesquisadora pode embasar estudos futuros. Além disso, Ana Colpo tem desenvolvido no laboratório da Urcamp, em uma parceria com a Unipampa, uma parte de sua tese de doutorado. Neste estudo os insetos foram submetidos a uma dieta rica em colesterol e doses diárias de erva-mate com o objetivo de avaliar os efeitos dos extratos da erva-mate no aumento do tempo de vida dos insetos. Na prática, significa que a dieta das moscas continha elevadas doses de colesterol sintético (mimetizando uma dieta muito rica em gordura), e recebiam extratos de erva-mate. A professora observa que os extratos foram obtidos com a intenção de imitar a forma que estamos acostumados a preparar o chimarrão em casa. O experimento acompanhou a trajetória das moscas até a morte, para testar a longevidade. Como resposta, observou-se que os mates fizeram com que as moscas vivessem mais e ainda modificaram diversos parâmetros associados ao consumo de dietas ricas em gordura. Neste trabalho os insetos também foram expostos a produtos capazes de aumentar a produção de radicais livres, como Paraquat, um composto encontrado em herbicidas agrícolas e tratadas com mate. As moscas submetidas aos extratos sobreviveram por cerca de 30 horas a mais, em relação as que não receberam a seiva da erva. O resultado foi considerado entre os pesquisadores de alta relevância científica. A pesquisa ainda apontou outra questão, além da longevidade, as Drosophila melanogaster com colesterol perderam a resistência quando submetidas ao frio, o que desmistifica, de certa forma, a teoria empírica de que quem tem mais gordura no corpo resiste mais às temperaturas baixas. “O uso de modelos alternativos de pesquisa é muito importante, uma vez que respeita o conceito três erres (3R), que significa reduzir, reciclar e reutilizar, o que cada vez mais é discutido entre os pesquisadores, porém não há ainda como eliminar completamente o uso de animais para alguns experimentos”, observa Ana Colpo. Ainda neste mês a pesquisadora deixará o Brasil para estudar por seis meses na Cidade do México (México), onde complementará seus estudos, agora sim, usando ratos como modelo e avaliará os efeitos da erva mate no sistema nervoso central destes animais. Para finalizar a professora destaca que o modelo de pesquisa realizado na Urcamp não fica atrás do que vem sendo feito por outros grupos espalhados pelo mundo, em grandes Universidades. “Nós podemos sim avançar ainda mais e nos fortalecer como uma instituição de pesquisa voltada para os interesses de nossa população”, finaliza.

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